segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Não entendo...

Não entendo como um time com uma média de idade baixa joga como se carregasse um piano nas costas.
Não entendo como uma pessoa com medo de chutar em gol pode jogar no ataque e atender pelo codinome de “pimpão”.
Não entendo como enquanto um único jogador é marcado por três adversários nenhum outro aparece livre para receber a bola.
Não entendo porque estabelecer uma divisão de setores em São Januário.
Não entendo bilheterias insuficientes.
Não entendo divisão de bilheterias para venda por setor.
Não entendo atuação de cambistas nas ruas ao lado de agentes da PMERJ.
Não entendo o setor mais caro ser aberto, exposto ao sol e à chuva, e o mais barato ser coberto.
Não entendo a divisão de setores se o GEPE não atua para que a torcida a cumpra.
Não entendo o soldado Soares agredir um torcedor com cassetete e spray de pimenta pelo fato deste estar segurando a grade e só depois de agredi-lo mandá-lo soltar.
Não entendo qual lei é ferida no ato de segurar a grade.
Não entendo o orgulho do soldado Soares ao bradar numa discussão com outro torcedor que é policial (trabalha no fim de semana, recebe R$ 265,54 de soldo e é tido pela sociedade como despreparado e corrupto).
Não entendo como enquanto tudo isso ocorria colegas de trabalho do soldado Soares liberavam aleatoriamente a passagem de torcedores de um setor para outro, utilizando como critério sabe-se lá o que.
Finalmente, não entendo como com todos esses problemas a torcida (inclusive eu) não deixa de incentivar seu time e encher o estádio.


Apesar de tudo as palavras de Dorival Júnior deram-se certo conforto. Com toda a sinceridade do mundo, ele me deixou confiante a longo prazo e preparado para o que vou enfrentar a curto, dizendo que o trabalho ainda não está concluído e não vai mudar seu protocolo (no qual eu acredito muito). Segundo ele, ainda não é tempo de recolher resultados positivos, mas eles virão. Demorarão, mas virão. Que pelo menos não demorem muito.

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