Não entendo como um time com uma média de idade baixa joga como se carregasse um piano nas costas.
Não entendo como uma pessoa com medo de chutar em gol pode jogar no ataque e atender pelo codinome de “pimpão”.
Não entendo como enquanto um único jogador é marcado por três adversários nenhum outro aparece livre para receber a bola.
Não entendo porque estabelecer uma divisão de setores em São Januário.
Não entendo bilheterias insuficientes.
Não entendo divisão de bilheterias para venda por setor.
Não entendo atuação de cambistas nas ruas ao lado de agentes da PMERJ.
Não entendo o setor mais caro ser aberto, exposto ao sol e à chuva, e o mais barato ser coberto.
Não entendo a divisão de setores se o GEPE não atua para que a torcida a cumpra.
Não entendo o soldado Soares agredir um torcedor com cassetete e spray de pimenta pelo fato deste estar segurando a grade e só depois de agredi-lo mandá-lo soltar.
Não entendo qual lei é ferida no ato de segurar a grade.
Não entendo o orgulho do soldado Soares ao bradar numa discussão com outro torcedor que é policial (trabalha no fim de semana, recebe R$ 265,54 de soldo e é tido pela sociedade como despreparado e corrupto).
Não entendo como enquanto tudo isso ocorria colegas de trabalho do soldado Soares liberavam aleatoriamente a passagem de torcedores de um setor para outro, utilizando como critério sabe-se lá o que.
Finalmente, não entendo como com todos esses problemas a torcida (inclusive eu) não deixa de incentivar seu time e encher o estádio.
Apesar de tudo as palavras de Dorival Júnior deram-se certo conforto. Com toda a sinceridade do mundo, ele me deixou confiante a longo prazo e preparado para o que vou enfrentar a curto, dizendo que o trabalho ainda não está concluído e não vai mudar seu protocolo (no qual eu acredito muito). Segundo ele, ainda não é tempo de recolher resultados positivos, mas eles virão. Demorarão, mas virão. Que pelo menos não demorem muito.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
E que campeonato é esse? Pontos corridos? “Mata-a-mata”?
Alguns dizem que o campeonato de pontos corridos é mais “justo” e esse é, sem dúvida, o argumento principal para a implementação/manutenção desse modelo de competição. Mas então onde entra aquela máxima futebolística “futebol é uma caixinha de surpresas”? Pontos corridos, via de regra, não deixa o campeonato nada surpreendente/emocionante ao seu final.
Mas como toda regra tem exceção, esta manifestou-se na última temporada. Salvo engano, na era dos pontos corridos, foi o único campeonato onde na última rodada ainda não se conhecia o campeão. Não só isso. Também não se sabia quem iria para a Libertadores, Sulamericana e Segundona. Sinto-me obrigado a admitir que, em meados de dezembro, enquanto haveria apenas dois times interessados num campeonato organizado no velho estilo “mata-a-mata”, nós tivemos onze: Vasco, Atlético-PR, Figueirense e Náutico tentando fugir da degola; Santos e Fluminense lutando pela última vaga da Sulamericana; Flamengo, Cruzeiro e Palmeiras por duas vagas na Libertadores; e Grêmio e São Paulo disputando o título.
Os torcedores desses clubes acompanharam o campeonato até o fim, é verdade. Num modelo antigo isso não ocorreria. Mas até que ponto isso é bom? Sempre nos diferenciamos pela emoção, pela possibilidade de qualquer (e entenda-se qualquer mesmo!) time conquistar o campeonato. Um clube pequeno que tenha conseguido chegar às eliminatórias pode valer-se de sua torcida num jogo de tudo ou nada (que se torna emocionante pela impossibilidade de corrigir um vacilo numa disputa posterior).
Acabamos com o fator torcida? Sim! E não me venham dizer que a torcida conta no campeonato de pontos corridos! Claro que conta! Mas nesse modelo até a torcida tem que ser regular!!! O que dificilmente acontecerá num time que não é! O torcedor acredita no seu time, o ama mais que a própria família e comparece. Uma, duas, três, quatro vezes ele suporta os tropeços de seu clube, mas há um momento em que se cansa. Claro que ele volta, mas nesse meio tempo ele desanima, fica um pouco ausente dos estádios e vê o tal time regular, com infraestrutura, CT de última geração, grandes nomes, abrindo uma imensa vantagem sobre o seu.
No “mata-a-mata” esse clube teria as mesmas chances de ser campeão do que aquele que está dez pontos à sua frente. Sua torcida vai infernizar a vida do adversário nos jogos em casa, no seu estádio pequeno, onde o grito de um único torcedor pode ser ouvido de dentro do campo. E o plantel tecnicamente superior vai precisar também de força psicológica, calma e auto-controle para fazer valer sua superioridade, fazendo realmente do futebol uma “caixinha de surpresas” e um esporte que exige muito mais preparo que somente técnico e físico.
Pontos corridos beneficiam os clubes mais regulares, como dizem. OK. É justo que se vença o mais regular. Mas eu pergunto: Futebol é para ser regular? Futebol é justo? É pra ser justo? O que fazer então com nossa "caixinha de surpresas"? (NÃO RESPONDA)
Alguns dizem que o campeonato de pontos corridos é mais “justo” e esse é, sem dúvida, o argumento principal para a implementação/manutenção desse modelo de competição. Mas então onde entra aquela máxima futebolística “futebol é uma caixinha de surpresas”? Pontos corridos, via de regra, não deixa o campeonato nada surpreendente/emocionante ao seu final.
Mas como toda regra tem exceção, esta manifestou-se na última temporada. Salvo engano, na era dos pontos corridos, foi o único campeonato onde na última rodada ainda não se conhecia o campeão. Não só isso. Também não se sabia quem iria para a Libertadores, Sulamericana e Segundona. Sinto-me obrigado a admitir que, em meados de dezembro, enquanto haveria apenas dois times interessados num campeonato organizado no velho estilo “mata-a-mata”, nós tivemos onze: Vasco, Atlético-PR, Figueirense e Náutico tentando fugir da degola; Santos e Fluminense lutando pela última vaga da Sulamericana; Flamengo, Cruzeiro e Palmeiras por duas vagas na Libertadores; e Grêmio e São Paulo disputando o título.
Os torcedores desses clubes acompanharam o campeonato até o fim, é verdade. Num modelo antigo isso não ocorreria. Mas até que ponto isso é bom? Sempre nos diferenciamos pela emoção, pela possibilidade de qualquer (e entenda-se qualquer mesmo!) time conquistar o campeonato. Um clube pequeno que tenha conseguido chegar às eliminatórias pode valer-se de sua torcida num jogo de tudo ou nada (que se torna emocionante pela impossibilidade de corrigir um vacilo numa disputa posterior).
Acabamos com o fator torcida? Sim! E não me venham dizer que a torcida conta no campeonato de pontos corridos! Claro que conta! Mas nesse modelo até a torcida tem que ser regular!!! O que dificilmente acontecerá num time que não é! O torcedor acredita no seu time, o ama mais que a própria família e comparece. Uma, duas, três, quatro vezes ele suporta os tropeços de seu clube, mas há um momento em que se cansa. Claro que ele volta, mas nesse meio tempo ele desanima, fica um pouco ausente dos estádios e vê o tal time regular, com infraestrutura, CT de última geração, grandes nomes, abrindo uma imensa vantagem sobre o seu.
No “mata-a-mata” esse clube teria as mesmas chances de ser campeão do que aquele que está dez pontos à sua frente. Sua torcida vai infernizar a vida do adversário nos jogos em casa, no seu estádio pequeno, onde o grito de um único torcedor pode ser ouvido de dentro do campo. E o plantel tecnicamente superior vai precisar também de força psicológica, calma e auto-controle para fazer valer sua superioridade, fazendo realmente do futebol uma “caixinha de surpresas” e um esporte que exige muito mais preparo que somente técnico e físico.
Pontos corridos beneficiam os clubes mais regulares, como dizem. OK. É justo que se vença o mais regular. Mas eu pergunto: Futebol é para ser regular? Futebol é justo? É pra ser justo? O que fazer então com nossa "caixinha de surpresas"? (NÃO RESPONDA)
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